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IQC lança Observatório de Políticas Científicas

Iniciativa em parceria com Instituto Serrapilheira visa estimular uso de evidências em políticas públicas de Ciência e Tecnologia no Brasil com investimento inicial de R$ 1 milhão

O Instituto Questão de Ciência (IQC) anunciou nesta quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022, o lançamento do primeiro Observatório de Políticas Científicas do Brasil. Parceria com o Instituto Serrapilheira, a iniciativa tem como objetivo estimular o uso de evidências na elaboração de políticas públicas de Ciência e Tecnologia (C&T) no país e contará com um aporte inicial de R$ 1 milhão para os primeiros 12 meses de trabalho.

“A defesa de que as políticas públicas devem ser baseadas em evidências científicas está no cerne da missão institucional do IQC e foi uma das motivadoras da criação do instituto em 2018”, lembra a presidente do IQC, Natalia Pasternak. “Com o Observatório de Políticas Científicas pretendemos dar mais peso e força para esta área de atuação, trazendo transparência e somando inteligência às tomadas de decisão neste setor fundamental para o desenvolvimento de nosso país”. 

Para isso, o observatório vai agregar dados sobre orçamento, recursos humanos, produção científica e projetos de lei de C&T no Brasil, que serão avaliados por uma rede de analistas, pesquisadores e consultores para produzir conteúdo qualificado para mapear, orientar e influenciar tomadas de decisão no setor, além de material propositivo sobre políticas de Ciência e Tecnologia, tudo sob coordenação do diretor executivo do IQC, Paulo Almeida.

“O IQC tem como uma de suas missões institucionais a promoção de políticas públicas baseadas em evidências, mas a realidade com que nos deparamos na interação com o poder público, universidades e sociedades científicas é a de que faltam métricas para que seja possível realizar um levantamento adequado de dados sobre políticas públicas que envolvam C&T no Brasil”, destaca Almeida.

Para preencher esta lacuna, o novo Observatório de Políticas Científicas vai apoiar a atuação de gestores públicos e universitários, legisladores, membros do Judiciário, do Terceiro Setor, da imprensa e da iniciativa privada, pesquisadores, e segmentos interessados no macrossistema de políticas de C&T tanto com compartilhamento de dados e conteúdos quanto com o oferecimento de serviços de análise e consultoria para necessidades mais específicas por meio de um site dedicado a estas finalidades.

A plataforma do observatório contará, por exemplo, com um painel com dados gerais relacionados a C&T no Brasil, trazendo informações sobre financiamento (federal, estaduais e privado); número de pessoas empregadas e formadas no país; volume de papers publicados, quantitativos de inovação, como patentes e startups; informações periódicas de acompanhamento legislativo e orçamentário; repositório de relatórios de análise setorial, infográficos e bases de dados com os indicadores gerais de Ciência e Tecnologia no país.

Está prevista ainda uma área de capacitação e treinamento, com conteúdo para gestores públicos, universidades, escolas de governo e público em geral, além de um podcast quinzenal que vai discutir problemas e questões levantados pela atuação do observatório, com a participação de especialistas, e vídeos no canal de YouTube do IQC apresentando de maneira objetiva os principais assuntos relativos às políticas de C&T nacionais.

Parceria inédita

O lançamento do Observatório de Políticas Científicas também marca uma parceria inédita entre duas das principais e mais respeitadas organizações de defesa e fomento da ciência da sociedade civil brasileira.

“Estamos honrados e empolgados com a oportunidade de unir forças com o Serrapilheira num momento tão complexo para o ecossistema de C&T brasileiro”, afirma Pasternak.

“Os observatórios têm cumprido um papel importante de levantar dados, produzir análises qualificadas e, assim, jogar luz sobre diferentes problemas da sociedade e indicar caminhos para políticas públicas que busquem solucioná-los”, reforça Natasha Felizi, diretora de Divulgação Científica do Instituto Serrapilheira. “Embora este trabalho seja feito tradicionalmente por outras organizações no Brasil, a inovação desse projeto é o fato de ser a primeira vez que duas entidades privadas sem fins lucrativos, criadas para contribuir para um melhor ambiente da ciência brasileira, se unem a esse esforço”.