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IQC na linha de frente na luta contra “infodemia” na COVID-19

Ações incluem lives, e-book, artigos e reportagens especiais na Revista Questão de Ciência, enquanto presidente Natalia Pasternak se destaca em entrevistas para mídia nacional e internacional

Natalia Pasternak no Roda Viva

O Instituto Questão de Ciência (IQC) está na linha de frente na luta contra a “infodemia” que acompanha a pandemia de COVID-19. Desde o início da crise sanitária, o IQC promoveu uma série de ações que incluem artigos e reportagens especiais na Revista Questão de Ciência (RQC) e lives e debates em seus canais nas redes sociais no combate à onda de informações falsas ou exageradas sobre a doença.

Enquanto isso, a presidente do instituto, a microbiologista e pesquisadora do ICB-USP Natalia Pasternak, se destaca em entrevistas para mídia nacional e internacional, esclarecendo e informando o público em mais de 80 aparições em alguns dos principais programas e noticiários da TV brasileira (Jornal Nacional, Fantástico e Roda Viva, além das redes a cabo GloboNews e CNN Brasil, entre outros), mais de 40 participações em rádios (CBN, Jovem Pan, Gaúcha ZH, Itatiaia, entre outras), quase duas centenas de reportagens em jornais, revistas e sites (O Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Estado de Minas, Época, Isto É, G1, UOL, Terra e outros) e dezenas lives, podcasts e canais no YouTube.

Luta que começou cedo. Ainda no fim de janeiro, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) hesitava em declarar o novo coronavírus uma preocupação internacional, a RQC já trazia artigos sobre o surgimento da doença e derrubando boatos de que o SARS-CoV-2 teria sido produzido ou teria escapado de um laboratório na China. Mas foi a partir da decretação da pandemia pela OMS, em março, e seu recrudescimento que o trabalho do instituto ganhou mais intensidade e importância.

Tendo entre seus principais objetivos a defesa de políticas em saúde pública baseadas em evidências científicas, o IQC logo foi instado a alertar para a pressa em apontar a cloroquina como a “cura” da COVID-19. Em diversos artigos de seus colaboradores e jornalistas na RQC o instituto destacou a fragilidade dos estudos em torno da eficácia do antimalárico no tratamento da doença, bem como os perigos de seu uso maciço e indiscriminado e as motivações por trás de sua defesa por algumas lideranças políticas. 

A RQC também foi o único veículo de imprensa a ressaltar a falta de plausibilidade biológica de ação da cloroquina contra a COVID-19, e que a entrada do vírus nas células respiratórias acontece via fusão de membrana, enquanto o resto da mídia insistia em divulgar infográficos mostrando a entrada via endossomo, o que só vieram a mudar recentemente. 

“Já de cara observamos um descompasso entre a forma como a cloroquina estava sendo vendida por alguns políticos como a ‘solução’ para a pandemia e as reais evidências científicas de sua utilidade contra a COVID-19”, lembra Natalia, que então já começava a ser requisitada pela mídia nacional e internacional para falar sobre o tema. “Descompasso que foi ficando cada vez maior à medida que mais e melhores estudos foram sendo realizados, até hoje sabermos o que a cloroquina é e sempre foi no combate à COVID-19: uma falsa esperança”.

O trabalho do IQC em torno desta questão também levou à publicação pelo instituto, em maio, de seu primeiro e-book, “Verdades, Mentiras e Exageros Sobre Cloroquina e COVID-19”. Mas não ficou só nisso. A partir de abril, o IQC começou a promover lives com debates e informações sobre a pandemia e seu enfrentamento transmitidas por suas redes sociais e canal no YouTube. Desde então, já foram produzidas 16 edições do “Diário da Peste” em parceria com o professor Mauricio Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), além de oito programas conjuntos com o grupo InfoVid, uma rede interdisciplinar de cientistas comprometidos em produzir informações sobre a COVID-19 com a melhor evidência científica.

Já na RQC artigos de colaboradores, especialistas e jornalistas alertavam, e continuam a alertar, para a ameaça representada pela COVID-19; os caminhos da doença no Brasil e no mundo; outras falsas “curas mágicas” da doença para além da cloroquina; a importância da adoção de estratégias efetivas para conter seu avanço, como as medidas de distanciamento social; a busca por tratamentos vacinas; e os erros no seu combate, como a falta de coordenação do governo federal, as atitudes do presidente Jair Bolsonaro e o relaxamento precipitado destas medidas.

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