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Presidente do IQC integra conselho do The Conversation Brasil

Natalia Pasternak participou nesta quarta-feira da reunião de fundação de braço nacional de projeto global de divulgação acadêmica e apoio à ciência

A presidente do Instituto Questão de Ciência (IQC), Natalia Pasternak, participou nesta quarta-feira, 25 de maio de 2022, da reunião que marcou a fundação do The Conversation Brasil, braço nacional do projeto global de divulgação acadêmica e apoio à ciência nascido na Austrália em 2011. Natalia agora passa a integrar o Conselho Administrativo da iniciativa, que chega ao país como uma associação sem fins lucrativos, sob o lema “Rigor acadêmico, estilo jornalístico”.

“O The Conversation Brasil será mais um importante veículo para ciência e humanidades no país e sua internacionalização, promovendo a conexão e debate qualificado de nossos pesquisadores com os principais centros de produção de conhecimento do mundo”, diz Natalia. “O foco em conteúdos com qualidade acadêmica, mas escritos numa linguagem acessível para o público em geral, também fazem da iniciativa um poderoso instrumento na luta contra a desinformação e o negacionismo aqui e no exterior, ecoando a missão do IQC de defesa de políticas públicas baseadas em evidências científicas”.

Diretor executivo do The Conversation Brasil, o jornalista Daniel Stycer lembra que o país abriga sete das dez melhores universidades da América Latina segundo o ranking da Times Higher Education, além de outros centros de excelência que fazem de sua comunidade acadêmica e produção científica relevantes atores no cenário internacional, mas que ainda enfrentam dificuldades de atingir o público nacional.

“Ainda é pequeno o espaço dado aos acadêmicos nas mídias tradicionais e digitais com capacidade de atingir públicos mais amplos”, considera. “Por isso, é urgente amplificar a voz da ciência e das universidades no debate público, por meio de informações de qualidade nessas mídias e nas redes sociais. O The Conversation ajuda a preencher essa lacuna, fornecendo um novo canal de informações, análises e comentários da mais alta qualidade e independente, diretamente dos especialistas e gratuito para o público”.

Para tanto, conta Stycer, antes mesmo de sua fundação oficial o The Conversation Brasil já negociou parcerias para colaboração e produção de conteúdo com instituições como a Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), além de institutos e grupos de pesquisa públicos e da sociedade civil como o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Instituto Palavra Aberta, Ciência na Rua e o Grupo de Estudos de Economia e Política do IESP-UERJ, entre outros.

“Sem estar amarrado a uma ‘linha editorial’, o The Converstation oferece aos acadêmicos uma voz mais forte na definição da agenda pública e é fonte confiável para leitores de todo o espectro político”, destaca. “O seu objetivo é complementar os principais canais de notícias sem ser um concorrente. Trata-se de uma fonte de comentários rigorosos para os leitores que desejam se aprofundar. O The Conversation trabalha em colaboração com as universidades para descobrir matérias e encorajar os acadêmicos a se apresentarem para publicação. Com isso, ele também é uma poderosa ferramenta de engajamento, pois amplia o fluxo de conhecimento entre universidades e sociedade, ensina habilidades acadêmicas em comunicação pública, enriquece a pesquisa, ensino e aprendizagem da instituição, fortalece a marca e identidade das universidades contribuintes em uma plataforma global, aumenta a apreciação e o apoio do público ao ensino superior e à pesquisa e conecta globalmente os acadêmicos”.

Stycer explica que na sua fase inicial, prevista para durar três anos, o projeto vai depender de doações de corporações e fundações, nos moldes de outros braços internacionais da iniciativa, que têm entre seus cofundadores e financiadores globais organizações como a Bill & Melinda Gates Foundation, Alfred P. Sloan Foundation, Carnegie Corporation, Lilly Endowment e The David and Lucile Packard Foundation.

“Um programa de compliance será estruturado, com o suporte de profissionais especializados, de modo a controlar e mitigar os riscos da instituição”, conclui.